Bem-vindo à sua leitura matinal de dois minutos de como os mercados estão reagindo ao redor do mundo nesta manhã.
ÁSIA: Os mercados da Ásia caíram na sexta-feira depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou que as tarifas de 25% sobre importações do México e do Canadá serão aplicadas e entrarão em vigor 4 de março,
Além disso, Trump também disse que a China, que já enfrenta tarifas de 10% dos EUA sobre seus produtos, “também sofrerão uma tarifa adicional de 10% naquela data”. O Ministério do Comércio da China disse na sexta-feira que “se opõe veementemente” à mais recente ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de aumentar as tarifas sobre produtos chineses e prometeu retaliação, se necessário. “Pedimos ao lado americano que não repita seus próprios erros e que retorne o mais rápido possível ao caminho certo para resolver adequadamente os conflitos por meio de diálogo em pé de igualdade”, disse. O CSI 300 da China continental, que agrupa ações das maiores "blue chips" de Xangai e Shenzhen, caiu 1,97%, encerrando o dia de negociação em 3.890,05 pontos.
O índice Hang Seng de Hong Kong caiu 3,28%, em 22.941,32 pontos.
O Nikkei do Japão caiu 2,88%, para fechar em 37.155,50 pontos.
O Kospi da Coreia do Sul caiu 3,39%, fechando em 2.532,78 pontos.
O S&P/ASX 200 da Austrália caiu 1,16%, fechando em 8.172,40 pontos. Dez dos 11 setores da indústria recuaram, com tecnologia da informação e materiais trazendo as maiores perdas. Entre as mineradoras, as ações da BHP caíram 2,5%, Fortescue recuaram 3,7% e Rio Tinto (LON:RIO) perdeu 2,9%, após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar que imporia mais 10% de tarifa sobre os produtos chineses. As produtoras de petróleo Santos e Woodside Energy recuaram 0,6% e 0,7%, respectivamente.
EUROPA: Os mercados europeus abriram em território negativo na sexta-feira, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou mais uma vez impor tarifas à UE e seguiu com taxações ao Canadá e ao México.
O índice pan-europeu Stoxx 600 cai 0,5% durante o pregão matinal, com quase todos os setores perdendo terreno.
O CAC 40 da França 40 cai 0,4% e o DAX 30 alemão recua 0,3%
Em Londres, o FTSE 100 perde 0,1%. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American (JO:AGLJ) cai 1,3% e Antofagasta (LON:ANTO) cai 1,9%, enquanto as gigantes da mineração, BHP e Rio Tinto recuam 2,5% e 1,7%, respectivamente. A petrolífera BP cai 1%.
O índice Stoxx Technology cai 1,2%, depois que as ações da gigante de chips Nvidia (NASDAQ:NVDA) sofreram liquidação em Wall Street na quinta-feira. No início do pregão europeu de sexta-feira, a fabricante holandesa de semicondutores BE Semiconductor despencava 9%, enquanto as fabricantes de chips Infineon (ETR:IFXGn) e ASML (AS:ASML) recuavam 3% e 6,6%, respectivamente.
Os mercados europeus encerraram a sessão de quinta-feira em baixa depois que Trump ameaçou impor taxas de 25% sobre as importações da UE, dizendo que as tarifas seriam anunciadas “muito em breve” e se aplicariam a “carros e todas as outras coisas”.
Após conversas com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, em Washington na quinta-feira, Trump deu a entender que a Grã-Bretanha pode conseguir evitar seu regime de tarifas. “Acho que há uma chance muito boa no caso desses dois países amigos de acabar com um acordo comercial onde as tarifas não seriam necessárias”, disse o presidente a repórteres em uma entrevista coletiva. “Veremos.”
Trump acrescentou que Starmer estava “trabalhando duro” para convencê-lo a não impor tarifas ao Reino Unido e que ele estava “muito receptivo a isso”.
A inflação francesa caiu para 0,8% em fevereiro, de acordo com dados preliminares da agência de estatísticas do país, Insee. Espera-se que o Índice de Preços ao Consumidor tenha subido 0,8% na base anual, após um aumento de 1,7% em janeiro. O Insee disse que se os números preliminares forem confirmados no mês que vem, será a primeira vez em quatro anos que a taxa de inflação anual da França caia abaixo de 1%.
As vendas no varejo alemão subiram 0,2% em termos reais entre dezembro e janeiro, segundo os números preliminares na sexta-feira. Analistas pesquisados pela Reuters esperavam que as vendas no varejo de janeiro permanecessem inalteradas em relação ao mês anterior.
EUA: Os futuros dos índices de ações dos EUA negociam em território positivo na manhã de sexta-feira, com os investidores aguardando o fim de uma semana e um mês de perdas, enquanto aguardam dados importantes sobre a inflação.
Durante o pregão regular de quinta-feira, o Dow caiu 0,45%, fechando em 43.239,50 pontos, o S&P 500 caiu 1,59%, em 5.861,57 pontos e o Nasdaq Composite tombou 2,78%, em 18.544,42 pontos.
Em Fevereiro, o Nasdaq Composite lidera o caminho para baixo, caindo cerca de 5,5% no mês, devido principalmente a uma queda de 5% nesta semana. O S&P 500 cai 2,5% na semana até o momento, enquanto o Dow teve perdas mais modestas, com um recuo de apenas 0,4%. Ambos caíram quase 3% no mês.
Os investidores ficaram abalados com a promessa de taxações do presidente Donald Trump e os recentes relatórios econômicos mostrando sinais de alerta. Um declínio de 8,5% na megacap da tecnologia Nvidia na sessão de quinta-feira, os resultados financeiros jogaram mais água fria no sentimento dos investidores.
Segundo um investidor, “Fevereiro é sazonalmente um período volátil para ações e essa tendência histórica está acontecendo”. “Os investidores estão em busca de mais clareza sobre tarifas, inflação elevada e o estado do consumidor”.
Os investidores na sexta-feira monitorarão de perto os dados de janeiro para o índice de preços de despesas de consumo pessoal, indicador preferido do Federal Reserve, às 10h30. Economistas pesquisados pela Dow Jones esperam que o índice de preços para os consumidores aumente 0,3% em relação a dezembro e um ganho anualizado de 2,5%. Excluindo os preços voláteis de alimentos e energia, o chamado PCE principal deve aumentar 0,3% na base mensal e 2,6% na base anual.
O relatório do PCE é uma medida importante da inflação e ajuda o Fed a tomar decisões sobre cortes nas taxas de juros. A próxima reunião do Fed será em 18 e 19 de março.
Os dados de janeiro sobre gastos pessoais também devem ser divulgados no mesmo horário.
Os investidores também estão monitorando ansiosamente as várias ameaças e ordens tarifárias do presidente dos EUA, Donald Trump. Seus planos para tarifas de 25% sobre importações do México e Canadá entrarão em vigor a partir de 4 de março, após uma pausa de um mês, ele disse em uma postagem no Truth Social na quinta-feira. O presidente disse que esses países não reduziram suficientemente o fluxo de drogas pela fronteira.
Trump disse que a China, que já está sendo cobrada com tarifas, enfrentará uma tarifa adicional de 10% sobre os mesmos dados.
Ele também disse que imporia tarifas de 25% sobre as importações da União Europeia na quarta-feira, mas pode voltar atrás nessas ameaças depois que o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, visitou a Casa Branca na quinta-feira.
CRIPTOMOEDAS: A queda de uma semana no Bitcoin piorou na sexta-feira, com o ativo digital atingindo uma mínima de mais de três meses, revertendo os ganhos após a eleição do presidente dos EUA, Donald Trump.
O Bitcoin negocia perto de US$ 80.000, queda de 6,60% no dia e cerca de 25% abaixo da máxima histórica atingida em meados de dezembro.
O Bitcoin teve um aumento nos preços após a vitória de Trump em novembro, com o líder se apresentando como um candidato pró-criptomoedas durante sua campanha.
Bitcoin: -8,17% US $ 79.899,30
Ethereum: -10,42% US $ 2.130,80
ÍNDICES FUTUROS - 7h00:
Dow: +0,26%
S&P 500: +0,36%
NASDAQ: +0,29%
COMMODITIES:
MinFe Dailan: -0,74%
Bent: -0,94%
WTI: -1,07%
Soja: +0,49%
Ouro: -0,78%
OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.