Bitcoin precisa retomar este patamar de preços para evitar mais perdas

Publicado 04.04.2025, 17:38
  • As tarifas de Trump provocaram oscilações nos mercados globais, impactando também o preço do bitcoin.
  • Atualmente, a cotação do bitcoin apresenta maior correlação com os movimentos dos mercados tradicionais, refletindo a influência das políticas econômicas.
  • Para sinalizar uma possível retomada de alta, o bitcoin precisa superar a faixa dos US$ 86.300; caso contrário, o movimento de queda pode continuar.
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Os mercados globais enfrentaram fortes oscilações após o anúncio das tarifas de Trump nesta semana. As medidas afetaram diretamente os mercados acionários dos EUA, provocando quedas acentuadas nos índices S&P 500, Nasdaq e Dow Jones. O mercado de criptoativos também foi impactado.

O bitcoin chegou a subir após o anúncio, mas posteriormente recuou cerca de 5%, sendo negociado a US$ 81.300. Por ora, a pressão vendedora foi absorvida. Inicialmente, o BTC alcançou US$ 88.500, mas depois entrou em uma trajetória descendente, mantendo-se acima do suporte semanal em torno de US$ 82.500. Enquanto os índices acionários registram suas maiores quedas desde a pandemia, a relativa resiliência do bitcoin tem proporcionado certo alívio aos investidores.

Apesar disso, os riscos macroeconômicos continuam sendo um fator relevante de instabilidade para os criptoativos. As tarifas podem contribuir para uma alta inflacionária, o que pode levar o Fed a adotar uma postura mais cautelosa em relação aos cortes na taxa de juros. Esse cenário limitaria o espaço para valorizações adicionais do bitcoin. Dada a elevada liquidez e velocidade dos fluxos no mercado cripto, os riscos macroeconômicos devem intensificar a volatilidade nos próximos dias.

Riscos macroeconômicos pressionam o bitcoin

As políticas comerciais dos EUA, em especial as novas tarifas de Trump, estão exercendo impacto negativo não apenas sobre a economia americana, mas também sobre os mercados globais. A pressão dessas tarifas sobre os criptoativos pode levar a um movimento corretivo de curto prazo no preço do bitcoin. Ainda assim, o desempenho da moeda digital não dependerá exclusivamente de medidas comerciais. Fatores como a liquidez global, as decisões do Fed sobre juros e medidas monetárias como afrouxamento quantitativo (QE) terão peso mais relevante na trajetória futura dos preços.

Diante do atual cenário, as declarações e políticas comerciais de Trump impuseram pressão adicional sobre os mercados tradicionais, contribuindo para a queda gradual do bitcoin. O movimento de recomposição de posições foi limitado, uma vez que a força vendedora tem se acumulado desde fevereiro.

Apesar de o mercado cripto apresentar fundamentos internos sólidos, a predominância das negociações via ETFs ampliou a influência dos mercados tradicionais. Isso enfraqueceu o papel do bitcoin como porto seguro e elevou sua correlação com ativos mais sensíveis ao risco, como as ações.

Perspectiva técnica do bitcoin

Análise técnica do bitcoin

O bitcoin mantém a tendência de baixa, dificultando a tomada de posições em meio à instabilidade dos mercados globais. Desde a perda do canal de alta em fevereiro, a moeda passou a operar dentro de um canal descendente, com o movimento de baixa ganhando força.

No mês passado, o ativo chegou à faixa dos US$ 76.000, encontrando suporte no limite inferior desse canal. Na semana passada, houve reação até a região dos US$ 86.000 (nível de retração de Fibonacci de 0,382), mas o preço enfrenta dificuldade para romper a banda superior do canal.

Do ponto de vista técnico, um fechamento diário acima de US$ 86.300 seria o primeiro sinal de reversão da tendência de curto prazo. Caso esse patamar seja superado, o bitcoin deve ultrapassar as médias móveis exponenciais de curto prazo, que atualmente indicam viés de alta.

O RSI estocástico no gráfico diário também aponta para um possível movimento de recuperação. Em caso de continuação do movimento, a média móvel exponencial de 3 meses, localizada em US$ 89.200, pode atuar como resistência importante. A superação desse nível abriria espaço para uma valorização em direção à faixa de US$ 95.000–US$ 100.000.

Por outro lado, se o bitcoin não conseguir manter compras sustentadas acima de US$ 86.300, a configuração altista perde força. Nesse cenário, o ativo tende a permanecer dentro do canal descendente, com possibilidade de retorno abaixo de US$ 80.000 e teste do suporte em US$ 74.000 (Fib 0,618). A perda desse nível poderia gerar uma correção mais profunda até US$ 65.000 (Fib 0,786), próximo à linha inferior do canal com base na atual amplitude do movimento.

Fechamentos diários consistentes acima de US$ 86.300 seriam um indicativo relevante para sustentação de um movimento de alta no curto prazo. Um rompimento desse patamar pode levar o bitcoin à resistência crítica em US$ 89.200, com potencial de impulsionar uma nova onda de valorização até a região dos US$ 95.000–US$ 100.000. Caso contrário, a manutenção abaixo de US$ 86.300 pode intensificar a pressão vendedora, com risco de recuo para níveis abaixo de US$ 80.000 e extensão da correção até US$ 74.000. A perda desse último suporte pode desencadear uma retração mais acentuada rumo aos US$ 65.000.

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