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Os problemas no front fiscal seguem derrubando os mercados. No Senado, são complicadas as negociações em torno da PEC dos precatórios. Por estes dias, o anúncio do presidente que devem usar a sobre de recursos para reajustar salários dos servidores, azedou de vez o humor dos mercados. Caímos então no labirinto e não conseguimos sair dele. São sempre os mesmos problemas políticos, com decisões temperadas pela urgência do momento e o oportunismo político eleitoral de sempre. Uma observação é de que quanto mais se arrastam as negociações no Senado mais crescem as possibilidades de soluções pouco ortodoxas.
Neste cenário de incerteza política e viés populista eleitoral, o mercado “sente o tranco”. Na quarta-feira mergulhou no menor patamar em um ano. Ao fim do dia, o índice paulistano marcou 102.948 pontos, em queda de 1,39%. E esta aversão ao risco não se limitou às ações. No mercado futuro de juro o dia foi de estresse, com elevação das taxas nas três pontas, e o dólar, na máxima nos R$ 5,53, para, ao fim do dia, se acomodar em R$ 5,5242 (+0,45%).
No mundo, as novidades não são menos preocupantes. Inflação ascendente e mais uma onda de pandemia preocupam. Na quarta, a inflação no Reino Unido e na União Europeia bateu todos os recordes em uma década. Nos EUA, o democrata Joe Biden pede investigações sobre as empresas de petróleo, o que derrubou no dia a cotação do barril. Soma-se a isso, o imbróglio na nomeação do comando do Fed segue na ordem do dia. A diretora Lael Brainard é a favorita para substituir Jerome Powell, embora muitos ainda acreditem na sua continuidade.
Retornando ao Brasil, o governo tenta achar brechas na LRF para dar reajustes aos servidores (foi a grande nota dissonante na quarta-feira). Cresce a percepção geral de que o governo deve relaxar ainda mais na sua política fiscal em 2022, sendo um ano em simbiose entre a proximidade das eleições e o presidente tentando se reeleger. Já há um adendo no anexo V do Orçamento de 2022 de reajuste aos servidores, com autorizações específicas para elevação de gastos com pessoal. O problema é que a uma despesa permanente, é preciso haver uma receita correspondente. Não faz sentido, recursos temporários, como desta PEC. Diante disso, o mal humor no mercado deve predominar. Mais essa, ninguém esperava. Mesmo neste clima, emenda de senadores já carimbou R$ 64 bilhões para o Auxílio Brasil.
Nos EUA, sinalizações indicam que as puxadas de juro nos EUA devem ter início em julho de 2022, ao fim do tapering. São dois ou três aumentos da taxa do Fed Funds em 2022, na mesma toada em 2023 e 2024, até a taxa se acomodar num patamar considerado neutro, entre 2,0% e 2,5%. Este é aquele que inibe a inflação, e não derruba a atividade ou o nível de emprego.
No mercado americano, são maioria os que consideram como certa a manutenção de Jerome Powell no comando do Fed, a Lael Brainard um cargo mais próximo do presidente.
No Brasil
Nas projeções da SPE do governo, o crescimento do PIB em 2021 passou de 5,3% para 5,1% e no ano que vem de 2,5% para 2,1%. No mercado, já são maioria os que acham que não deve crescer mais de 1%. Para o IPCA, em 2021 de 7,9% para 9,7%, e em 2022, de 3,75% para 4,70%. No Bacen, descarta-se um cenário de estagnação para 2022. Para eles, setores como agropecuária e serviços serão pilares de crescimento neste ano.
Lembremos que o IBC-Br, Índice de atividade do Bacen, uma “prévia do PIB”, veio em queda de 0,14% no terceiro trimestre do ano. Os dados do PIB do terceiro trimestre saem no dia 02/12. Se um recuo for confirmado, estará a economia em recessão técnica.
No boletim Focus, PIB de 2021 passou de 4,93% para 4,88%. Em 2022, recuou de 1,0% para 0,93%; IPCA, neste ano, de 4,63% para 4,79%. e no ano que vem, de 4,63% para 4,79%; Selic 9,25% neste ano e 11,0% em 2022, mesmos da semana passada. O mercado segue acreditando num ajuste de 1,5 ponto percentual em dezembro.
Nos EUA
Construção de novas casas caiu 0,7% em outubro, depois de recuar 2,7% em setembro. Já as licenças de construção subiram 4% em outubro, depois de recuar 7,8% em setembro.
No Brasil, o ambiente de aversão ao risco, com as pelas incertezas fiscais internas, seguem na ordem do dia. Na quarta-feira o Ibovespa fechou em forte queda de 1,39%, a 102.948 pontos, com o dólar a R$ 5,5242 (+0,45%). No mercado de juro, as pontas inclinaram, diante dos riscos inflacionários no horizonte.
Foi a terceira queda diária seguida da bolsa paulistana, diante dos obstáculos no Senado. Em vencimento de opções, o volume chegou a R$ 48,9 bilhões, no mês o Ibovespa recuando 0,53%, no ano chegando a -13,5%. Dificilmente, teremos bolsa de valores no azul neste ano, na semana perdendo 3,18%. Se a bolsa consolidar o rompimento de 103 mil pontos, abre espaço para cair abaixo de 100 mil.
Na madrugada do dia 18/11, na Europa (05h12), os mercados futuros operavam CAUTELOSOS: DAX (Alemanha) avançando 0,14%, a 16.273 pontos; FTSE 100 (Reino Unido), -0,33%, a 7.267 pontos; CAC 40 +0,04%, a 7.159 pontos, e EuroStoxx50 +0,07%, a 4.403 pontos. Cautela pelo risco de contaminação da Covid na Europa Oriental segue na ordem do dia.
Na madrugada do dia 18/11, na Ásia (05h05), os mercados operaram MISTOS: S&P/ASX (Austrália), +0,13%, a 7.379 pontos; Nikkei (Japão) -0,30%, a 29.598 pontos; KOSPI (Coréia), -0,51%, a 2.947 pontos; Shanghai -0,47%, a 3.520, e Hang Seng, -1,56%, a 25.251 pontos.
No futuro nos EUA, as bolsas de NY, NO MERCADO FUTURO, operavam EM ALTA neste dia 18/11 (05h05): Dow Jones, +0,08%, 35.897 pontos; S&P 500, +0,19%, a 4.695 pontos, e Nasdaq +0,44%, a 16.379 pontos. No VIX S&P500, 20,23 pontos, -0,22%. No mercado de Treasuries, US 2Y RECUANDO 1,96%, a 0,4941, US 10Y -1,48%, a 1,580 e US 30Y, -1,15%, a 1,974. No DXY, o dólar -0,15%, a 95,668, e risco país, CDS 5 ANOS, a 235,9 pontos. Petróleo WTI, a US$ 76,65 (-1,16%) e Petróleo Brent US$ 79,53 (-0,93%). Gás Natural AVANÇANDO 2,33%, a US$ 4,93 e Minério de Ferro, -5,1%, a US$ 511,50.
Na agenda desta QUINTA-FEIRA (dia 18), ÍNDICES DE ATIVIDADE DA FILADÉLFIA E DO KANSAS de outubro, Conference BOARD, Indicadores antecedentes também de outubro e os pedidos iniciais de seguro desemprego nos EUA. No Brasil, a segunda prévia do IGP-M de novembro, em aceleração.
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