

Por favor, tente outra busca
Neste momento, não sabemos se o Ibovespa terminará o ano acima ou abaixo dos atuais 104 mil pontos (embora tenhamos nossas apostas, o leitor bem deve saber). Também não sabemos qual será o vencedor das eleições presidenciais no último trimestre. Assim como tampouco sabemos o campeão do Campeonato Brasileiro ao final do ano.
Uma quase certeza (e o quase é por mero rigor intelectual), entretanto, temos: o capitalismo continuará exercendo sua seleção implacável pelos melhores em cada campo de atuação. E por melhores, quero dizer aqueles que atendem seu cliente com a proposta de valor mais imbatível (e que seja financeiramente sustentável).
A evidência é irrefutável: o ciclo de vida das empresas no S&P 500 continua a cair. Nos anos 70, a duração média de uma empresa na lista era de 35 anos. Na década finda em 2020, o ciclo estava em 15 anos, em média. Um grupo antes encabeçado por IBM (NYSE:IBM) (SA:IBMB34), Intel (NASDAQ:INTC) (SA:ITLC34) e HP Inc (NYSE:HPQ) (SA:HPQB34) agora cedeu espaço para Apple (NASDAQ:AAPL) (SA:AAPL34), Google (NASDAQ:GOOGL) (SA:GOGL34) e Microsoft (NASDAQ:MSFT) (SA:MSFT34). Toda empresa, não importa quão boa seja, está sujeita ao declínio.
As razões para a queda são diversas. Por vezes, a empresa para de inovar, inebriada pelo sucesso dos produtos e serviços existentes, continuando a fazer tudo da mesma maneira e ignorando os sinais de mudança trazidos pelos novos entrantes. Veja o caso das montadoras que negligenciaram a gradual eletrificação ou “uberização” dos transportes e que agora lutam pela sobrevivência de seus negócios. Ou, no lado oposto do espectro, empresas que perdem seu foco e gastam recursos demais inovando em áreas sem nenhuma relação com seu negócio principal – vire o olhar para o outro lado do mundo e se lembrará da incorporadora chinesa China Evergrande Group (HK:3333), que destinou bilhões de dólares a parques de diversão com o objetivo de desbancar a Disney (NYSE:DIS) (SA:DISB34)(?). Agora, a empresa se vê afundada em dívidas, como o leitor bem deve saber.
Essas mudanças não ocorrem por morte súbita; ao contrário, tomam a forma de transições que levam anos (ou décadas) para se transformarem em lucros paulatinamente decrescentes. Esse movimento tem um caráter estrutural, atravessa ciclos de expansão e recessão econômica, alta ou baixa de juros.
Aqui, levam a melhor as empresas que permanecem imbatíveis no que fazem, mudando o que for necessário para tanto. É preciso ser muito competente para chegar lá, e duas vezes mais competente para permanecer lá.
Aqui no Brasil, em 2022, muito provavelmente o e-commerce continuará sua rota de disrupção do varejo físico. Pense em Via SA (SA:VIIA3), que já foi a maior varejista do país e hoje luta para ganhar espaço na corrida digital do comércio – depois de ter feito uma boa transição para o e-commerce do ponto de vista técnico, há de se reconhecer. Os neobanks seguirão com o rouba-monte da massa de clientes que se sente mal atendida pelos bancos tradicionais.
Não quero dizer que toda empresa de e-commerce será vencedora, nem que todas as que possuem varejo físico sofrerão morte súbita. Não digo, tampouco, que todos os bancos tradicionais estão fadados a desaparecer. É preciso, sim, identificar as tendências mercadológicas, mas a análise individual é inevitável para o investidor.
Há aquelas incumbentes que executaram transições bem-sucedidas para o mundo novo. Veja o caso de Magazine Luiza (SA:MGLU3), que, apesar de ter sua ação penalizada pelo macroeconômico desfavorável, fez uma bela transformação digital. A companhia parece ter entendido que seu negócio é vender itens domésticos, e que o canal escolhido para tanto é apenas um meio, que deve seguir a preferência do cliente. Outras empresas tradicionais, entretanto, não conseguiram fazer isso, e, assim, cria-se espaço para aquelas que vêm para fazer melhor.
É difícil dizer com muita antecedência quais serão as próximas vencedoras. Uma certeza, entretanto, temos: este será mais um ano de capitalismo implacável por aqui.
Um abraço
ATIVOS: Ibovespa, Dólar, Nvidia (NASDAQ:NVDA), Ásia, Europa, Futuros Americanos, Petróleo Brent, Minério de ferro, Ouro, BitcoinBom dia, Trader! Bom dia, Investidor! Bom dia,...
O bicho vai pegar no mercado hoje! Trump semeia confusão sobre tarifas para Canadá e México e propõe 25% de tarifa para produtos da zona do euro!Balanços quentes:NVIDIA surpreende...
Bem-vindo à sua leitura matinal de dois minutos de como os mercados estão reagindo ao redor do mundo nesta manhã.ÁSIA: Os mercados da Ásia fecharam sem direção na quinta-feira, em...
Tem certeza de que deseja bloquear %USER_NAME%?
Ao confirmar o bloqueio, você e %USER_NAME% não poderão ver o que cada um de vocês posta no Investing.com.
%USER_NAME% foi adicionado com êxito à sua Lista de bloqueios
Já que acabou de desbloquear esta pessoa, você deve aguardar 48 horas antes de bloqueá-la novamente.
Diga-nos o que achou desse comentário
Obrigado!
Seu comentário foi enviado aos moderadores para revisão
Adicionar comentário
Nós o incentivamos a usar os comentários para se engajar com os usuários, compartilhar a sua perspectiva e fazer perguntas a autores e entre si. No entanto, a fim de manter o alto nível do discurso que todos nós valorizamos e esperamos, por favor, mantenha os seguintes critérios em mente:
Os autores de spam ou abuso serão excluídos do site e proibidos de comentar no futuro, a critério do Investing.com