Os preços da soja caíram no mercado brasileiro na última semana. Segundo pesquisadores do Cepea, além da entrada da nova safra (2024/25), sobretudo no estado do Paraná, que segue liderando as atividades de campo nesta temporada, a desvalorização cambial (US$/R$) reforça a pressão sobre as cotações domésticas. De modo geral, o tempo esteve mais favorável para a colheita na parte sul de Mato Grosso do Sul e no Paraná, mas as chuvas no Cerrado brasileiro atrapalharam parcialmente os trabalhos.
MILHO: Atenções seguem voltadas aos trabalhos de campo; preços variam pouco
Levantamentos do Cepea mostram que produtores continuam focados na colheita da safra verão e no início da semeadura da segunda safra. Assim, o ritmo de negociações está mais lento, e os preços registram leves ajustes na maioria das regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas. De modo geral, enquanto o clima seco e quente em parte do Paraná e do Rio Grande do Sul favorece a colheita da safra de verão, também gera preocupação com a semeadura da segunda safra, como em Mato Grosso do Sul e no PR. Já em Mato Grosso, o maior volume de precipitações nos últimos dias tem reduzido o ritmo das atividades.
MANDIOCA: Preços caem 8,5% em quatro semanas
As cotações da mandioca seguem em queda, conforme apontam levantamentos do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, a pressão vem da oferta crescente, com produtores buscando se capitalizar, e da demanda arrefecida, visto que parte da indústria de fécula ainda não retomou totalmente as atividades de esmagamento. Além disso, as expectativas baixistas, tanto do lado vendedor quanto comprador, também têm influenciado nas decisões pela comercialização. Na última semana, a média nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 639,65 (R$ 1,1124 por grama de amido), recuo de 2,2% em relação ao período anterior. Em quatro semanas, a desvalorização acumulada é de 8,5%. Já no comparativo com um ano atrás, a média atual fica 13% acima, em termos reais (utilizando o IGP-DI como deflator).
FEIJÃO: Oferta é crescente, mas menor qualidade limita negócios
A colheita da primeira safra de feijão no Brasil continua avançando, mas o mercado enfrenta desafios nas negociações diante da menor qualidade dos grãos, segundo apontam levantamentos do Cepea. No geral, há maior oferta de lotes com defeitos e manchas e restrição de lotes de melhor qualidade, devido às chuvas ocorridas em importantes regiões produtoras. Os preços, por sua vez, seguem pressionados, com ligeiras oscilações a cada dia, conforme o Centro de Pesquisas.