
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De acordo com um relatório recente do Ministério Federal de Alimentação e Agricultura da Alemanha, o planejamento do cultivo de commodities agrícolas está sendo bastante impactado pelas secas e enchentes mais frequentes e severas, por conta das mudanças climáticas.
O conflito armado na Ucrânia está gerando incerteza entre os produtores agrícolas, especialmente após a saída da Rússia do acordo de exportação de grãos ucranianos e ataques à infraestrutura do país vizinho.
No entanto, há um sinal de esperança na forma de corredores de solidariedade na Europa, que já facilitaram a exportação de mais de 45 milhões de toneladas de diversas commodities agrícolas.
Os preços do milho estão em baixa, pressionados pela expectativa de uma safra global recorde em 2023. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a produção mundial de milho deve crescer cerca de 5% em relação ao ano anterior,
impulsionada por safras históricas no Brasil, o terceiro maior produtor do mundo, e nos EUA, o líder global. No entanto, a volatilidade climática pode trazer novos ajustes nas estimativas, que já foram cortadas em 11 milhões de toneladas.
Do ponto de vista técnico, o preço do milho vem testando uma forte resistência de curto prazo na faixa dos US$ 500. Uma eventual superação desse patamar poderia abrir espaço para os compradores buscarem a marca dos US$ 530.
Por enquanto, a tendência predominante é de baixa, e os vendedores logo terão que lidar com as mínimas recentes um pouco acima dos US$ 470. Se a queda persistir, o próximo suporte relevante pode surgir em torno do nível psicológico dos US$ 400, a menos que haja uma quebra súbita na oferta nos próximos meses.
Após atingir seus menores níveis desde novembro de 2020 no final de abril e início de maio, o preço da aveia entrou em uma trajetória de alta.
Esse movimento é atribuído principalmente a condições climáticas desfavoráveis, com a seca afetando regiões como a Espanha.
Considerando que a Espanha é o terceiro maior produtor mundial de aveia, atrás apenas da Rússia e do Canadá, quaisquer problemas na safra desse país têm repercussões globais nas cotações.
O atual momento positivo de alta agora mira a resistência situada em torno da faixa dos US$ 600.
O cenário-base atualmente favorece a continuidade da alta, com uma possível correção se o preço cair abaixo do suporte local de US$ 400.
O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgou uma projeção de safra de trigo de 796,7 milhões de toneladas, o que permanece acima do recorde do ano passado.
Apesar de safras menores na Rússia, Ucrânia e Austrália, há um aumento na produção em países como Argentina, Canadá, União Europeia e Índia.
Isso compensa as faltas causadas pelas ações da Rússia contra a Ucrânia. Esses fatores contribuem para as recentes quedas expressivas nos preços, resultando em uma nova baixa para a faixa dos US$ 600, vista pela última vez no início de junho.
A atual recuperação ascendente, com seu ímpeto limitado e resposta notável à resistência um pouco acima de US$ 620, pode ser classificada como um movimento corretivo. Para confirmar a possível continuação da tendência de baixa, uma queda decisiva abaixo de US$ 570 é necessária, pois é onde as mínimas recentes estão situadas.
Os preços dos alimentos estão exibindo tendências mistas apesar das secas contínuas e da prolongada guerra na Ucrânia, sugerindo uma ausência de uma recuperação geral clara.
Os preços do milho estão em declínio devido ao aumento projetado nas safras globais, impulsionado por safras recordes no Brasil e nos Estados Unidos. Os preços da aveia estão aumentando devido às condições climáticas adversas, especialmente a seca na Espanha, um grande produtor de aveia. A produção de trigo permanece alta, apesar das interrupções causadas pelas ações da Rússia na Ucrânia, e os preços mostram um rebote corretivo.
Embora a perspectiva futura permaneça incerta diante do conflito em andamento e dos efeitos das mudanças climáticas, os corredores de solidariedade europeus oferecem um lampejo de otimismo para as exportações agrícolas na próxima temporada. Além disso, a produção resiliente no continente americano pode manter o mercado mais relaxado do que se pensava anteriormente no médio prazo.
(Tradução de Julio Alves)
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Aviso: O autor não possui as ações mencionadas neste artigo. Este conteúdo destina-se a fins unicamente informativos, sem constituir qualquer recomendação de investimento.
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