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Publicado originalmente em inglês em 30/12/2021
À medida que começamos o novo ano, fazemos uma análise de algumas das questões que podem ser os principais motores dos preços do petróleo em 2022.
Já vimos previsões para 2022 que variam de quedas moderadas a aumentos de preços para os três dígitos, de modo que começamos o ano com os típicos altos níveis de incerteza para o futuro.
Aqui estão 13 questões chave a se observar no ano novo que podem nos orientar sobre a direção do preço do óleo com o desenrolar dos fatos. Sete representam catalisadores de alta nos preços, enquanto os outros seis representam pressões descendentes.
A Europa e os EUA estão preocupados que a Rússia possa exercer mais influência militar sobre a Ucrânia, o que levou a falas sobre possíveis sanções de petróleo e gás.
Em meio a esta situação, deve-se sublinhar que a Rússia é o principal fornecedor de gás natural para a Europa, que tem sido limitado. Menos gás natural russo na Europa leva a um maior uso do petróleo como combustível gerador de energia.
O rei Salman da Arábia Saudita vai completar 86 anos em 2022. Qualquer mudança de liderança na Arábia Saudita pode levar a incertezas e ansiedade no mercado de petróleo. Caso haja uma mudança de liderança, os preços provavelmente subirão, mas a duração e a intensidade desse aumento dependeriam da situação real.
Existe sempre a possibilidade de que a China tente exercer a sua influência sobre Taiwan ou criar uma hegemonia no Mar da China Meridional. Isto poderia ameaçar as linhas de fornecimento de petróleo e gerar questões significativas de demanda.
As regulamentações ambientais americanas são vistas muitas vezes como um fardo na exploração e e produção dos EUA. As eleições legislativas de 2022 ocorrerão em novembro e poderão influenciar o rigor das normas e sua implantação.
2021 assistiu algum crescimento na produção dos EUA, mas ela ainda está abaixo dos níveis pré-pandemia. Muitos produtores norte-americanos estão aumentando seus gastos, mas ainda não há o tipo de comprometimento financeiro dos produtores necessário para o retorno aos níveis de produção de 2019. O preço do petróleo irá subir em 2022 se os produtores continuarem hesitantes e o crescimento econômico e a demanda dos EUA continuam a aumentar.
Há indícios crescentes de que a variante ômicron é menos grave, o que poderia levar a um maior crescimento econômico e à uma maior retomada das viagens globais.
Isto impactou os preços do petróleo em 2021. As questões são quanto ela irá forçar o aumento dos preços do petróleo em 2022, e por quanto tempo.
Se os EUA relaxarem as sanções contra o Irã, o aumento no fornecimento global de petróleo poderia chegar num primeiro momento a até 850.000 dbp, com a expectativa de mais expansão à frente. Quem afirma isso é a S&P Global Platts. Ainda mais significativo, o sentimento no mercado de petróleo acarretaria uma queda nos preços.
Assim como regulamentações mais rígidas dos EUA poderiam representar preços de petróleo mais altos, normas mais relaxadas poderiam levar a mais produção e a preços mais baixos. Mais uma vez, as eleições legislativas de novembro de 2022 nos EUA deverão impactar como o governo escolhe criar e aplicar normas.
Em geral, os Republicanos são considerados mais amistosos com a produção de petróleo. Uma vitória republicana convincente poderia sinalizar a alguns produtores da commodity que o ambiente está se tornando mais favorável a um aumento da produção de petróleo e gás.
Os preços irão recuar se as empresas decidirem gastar mais na produção. Os preços apresentarão recuo especialmente se o crescimento da produção superar o crescimento da demanda. Há algumas sinais de que o crescimento da produção em 2022 poderia vir de produtores que não são negociados em bolsa. Um dos principais indicadores a se observar é o financiamento destas empresas.
Hoje em dia, não se pode confiar em que decisão a OPEP+ irá tomar antes de cada reunião mensal. Isto acrescenta um elemento de instabilidade no mercado. Existe sempre a possibilidade de que a cooperação entre a OPEP e os seus parceiros de fora do cartel árabe possa se desfazer, levando a níveis desregulados de produção, especialmente num ponto em que será necessário negociar um novo acordo de produção na primavera do hemisfério norte.
A China pode decidir suspender ou restringir suas importações de petróleo a qualquer momento. Atualmente, a China é de longe o maior importador de petróleo do mundo, o que dá ao país grande influência sobre o mercado.
A China também tem uma enorme quantidade de petróleo em estoque - tanto público quanto privado - e, portanto, tem a capacidade de reduzir suas importações por algum tempo sem prejudicar sua própria economia. Tal decisão, seja considerada necessária por Pequim ou empregada como tática econômica, prejudicaria significativamente o preço do petróleo.
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