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
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As oscilações intradiárias observadas nos ativos e mercados e a falta de rumo concreto dos mesmos são o claro sinal de que a volatilidade, neste momento causada pelas expectativas em relação às declarações de Powell em Jackson Hole, está instalada.
A opinião do chairman quanto ao futuro da taxa de juros americana, após declarações desencontradas de diversos membros do Fed é o que deve balizar as projeções para a próxima decisão nos EUA e o ritmo a ser empregado de agora em diante.
Mais uma vez, o mundo se pauta pelo rumo dos juros americanos, ainda que a percepção de que os EUA já não atraiam capital global como o Safe Haven e reserva de valor, mas ainda assim, se trata da economia mais forte do mundo.
Neste sentido, há uma dispersão no quanto um aperto mais intenso nos EUA pode forçar movimento semelhante de outros países e blocos, acelerando a corrida por juros altos, situação em que o Brasil é praticamente o vencedor.
Ainda assim, a armadilha de liquidez autoimposta pelo Fed e onde o BCE ainda está total e completamente imerso continua armada e a situação piora a cada reunião que os bancos centrais tentam “empurrar com a barriga” o problema.
O contexto agora se volta novamente à uma serie de commodities, as quais devolveram os preços intensamente nos últimos meses, mas agora ganham possíveis pressões da China, com os planos de infraestrutura e da OPEP+, dada a possibilidade de reentrada do Irã na oferta global.
Neste sentido, ainda que possa pesar novamente na inflação, o cenário é positivo para os ativos brasileiros, especialmente aqueles listados em bolsa, mas pode se tornar problemático para a política monetária.
A inflação volta ao escopo hoje, pois além do FOMC as atenções se voltam ao PCE de julho nos EUA, o qual projeta estabilidade, ante elevação de 1% na medição anterior e é o dado mais importante para o futuro dos juros americanos.
A percepção de recessão nos EUA nada mudou com a segunda revisão do PIB ontem e os dados de gastos e renda pessoal hoje podem dar uma luz ao futuro da economia americana.
Localmente, atenção aos dados de setor externo e à coleta de impostos, com possibilidade de mais um recorde.
ABERTURA DE MERCADOS
A abertura na Europa é negativa e os futuros NY abrem em baixa, na expectativa pelos comentários em Jackson Hole.
Em Ásia-Pacífico, mercados positivos, após a recuperação em NY animar aos mercados e com o simpósio nos EUA.
O dólar opera em queda contra a maioria das divisas centrais, enquanto os Treasuries operam positivos em todos os vencimentos.
Entre as commodities metálicas, quedas, exceção ao cobre e minério de ferro.
O petróleo sobe em Londres e em Nova York, à medida que os temores de um corte de produção iminente da OPEP+ diminuem.
O índice VIX de volatilidade abre em alta de 2,75%.
CÂMBIO
Dólar à vista : R$ 5,1096 / -0,02 %
Euro / Dólar : US$ 1,00 / 0,261%
Dólar / Yen : ¥ 136,93 / 0,293%
Libra / Dólar : US$ 1,18 / 0,000%
Dólar Fut. (1 m) : 5118,00 / 0,12 %
JUROS FUTUROS (DI)
DI - Junho 23: 13,73 % aa (0,12%)
DI - Janeiro 24: 13,20 % aa (0,65%)
DI - Janeiro 26: 11,92 % aa (1,79%)
DI - Janeiro 27: 11,89 % aa (1,80%)
BOLSAS DE VALORES
FECHAMENTO
Ibovespa: 0,5615% / 113.532 pontos
Dow Jones: 0,9783% / 33.292 pontos
Nasdaq: 1,6711% / 12.639 pontos
Nikkei: 0,57% / 28.641 pontos
Hang Seng: 1,01% / 20.170 pontos
ASX 200: 0,79% / 7.104 pontos
ABERTURA
DAX: -0,355% / 13224,86 pontos
CAC 40: -0,234% / 6366,61 pontos
FTSE: 0,084% / 7486,09 pontos
Ibov. Fut.: 0,42% / 115170,00 pontos
S&P Fut.: -0,33% / 4187,25 pontos
Nasdaq Fut.: -0,492% / 13092,25 pontos
COMMODITIES
Índice Bloomberg: 0,87% / 125,23 ptos
Petróleo WTI: 1,29% / $93,71
Petróleo Brent: 1,61% / $100,94
Ouro: -0,50% / $1.747,44
Minério de Ferro: 2,91% / $106,10
Soja: 1,05% / $1.569,75
Milho: 0,76% / $662,00
Café: 0,19% / $242,70
Açúcar: 0,06% / $17,92
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