CENÁRIO MACROECONÔMICO
Apesar da melhora nos indicadores de confiança industrial e a certeza de um ciclo arrojado de cortes de juros, o discurso mais otimista no curto prazo por se chocar com a realidade dos fatos, assim como ocorreu no cenário pós impeachment.
As perspectivas melhoraram e muito em relação ao mesmo período do ano passado e até mesmo quando comparado ao início do mandado de Temer, por ainda existe um longo caminho a ser percorrido para que os cortes de juros se efetivem na economia real.
No cenário externo, o Livro Bege do Fed mostrou a maior parte dos distritos americanos em boa situação econômica, em especial com recuperação industrial, o que foi uma crítica do novo presidente eleito durante a campanha.
Deste modo, tanto Trump vai receber um país economicamente muito melhor do que Obama recebeu, como também receberá um país que necessitará de um aperto monetário muito em breve.
CENÁRIO DE MERCADO
As declarações de Ilan ontem indicando o ritmo de 75 bp nos cortes na Selic em Davos foram claras o suficiente para levar a um ajuste das posições nos mercados de juros futuros, onde muitos investidores iniciaram uma “agenda” em prol de 100 bp de corte de juros após a ata do COPOM.
O Ibovespa passou um dia volátil e não resistiu ao final com o discurso de elevação de juros de Janet Yellen, chairwoman do Federal Reserve, onde o aperto monetário americano compete com investimentos globais de risco, como emergentes.
Já o dólar passou um dia em alta e também em elevada volatilidade, porém hoje em termos globais, já mostra descompressão na abertura, assim como os US Treasuries em queda em todos os vencimentos.
O fechamento das bolsas na Ásia foi errático e a abertura na Europa e futuros em NY é negativa, na expectativa com a decisão de juros na Zona do Euro e em reflexo ao discurso mais duro de Thereza May, pelo Brexit.
O petróleo abre em alta, aguardando o resultado dos estoques americanos da commodity, onde há expectativa de redução de gasolina e óleo cru.
Por fim, o contexto geral continua na expectativa com a posse de Trump amanhã.
CENÁRIO POLÍTICO
As movimentações para a eleição para a presidência da câmara continuam, porém ainda não existe nenhum movimento que possa alterar a recondução de Rodrigo Maia, principalmente pela falta de alinhamento tanto ideológico, quanto político.
Agora o PDT lançou um candidato com a esperança de unir a oposição num discurso contrário às reformas vigentes, porém não parece ter aderência sequer dentro do próprio partido.
CÂMBIO
Dólar à vista : R$ 3,2232 / 0,36 %
Euro / Dólar : US$ 1,07 / 0,301%
Dólar / Yen : ¥ 114,53 / -0,105%
Libra / Dólar : US$ 1,23 / 0,432%
Dólar Fut. (1 m) : 3234,45 / 0,25 %
JUROS FUTUROS (DI)
DI - Janeiro 18: 11,04 % aa (-0,12%)
DI - Janeiro 19: 10,53 % aa (0,29%)
DI - Janeiro 21: 10,80 % aa (0,47%)
DI - Janeiro 25: 11,19 % aa (0,54%)
BOLSAS DE VALORES
FECHAMENTO
Ibovespa: -0,32% / 64.150 pontos
Dow Jones: -0,11% / 19.805 pontos
Nasdaq: 0,31% / 5.556 pontos
Nikkei: 0,94% / 19.072 pontos
Hang Seng: -0,21% / 23.050 pontos
ASX 200: 0,24% / 5.692 pontos
ABERTURAS
DAX: -0,124% / 11585,02 pontos
CAC 40: -0,332% / 4837,27 pontos
FTSE: -0,613% / 7203,21 pontos
Ibov. Fut.: -0,19% / 64655,00 pontos
S&P Fut.: -0,172% / 2262,70 pontos
Nasdaq Fut.: -0,163% / 5046,25 pontos
COMMODITIES
Índice Bloomberg: 0,02% / 88,30 ptos
Petróleo WTI: 0,55% / $51,36
Petróleo Brent:0,46% / $54,17
Ouro: 0,02% / $1.204,55
Aço: -0,85% / $643,50
Soja: 0,65% / $20,19
Milho: -0,07% / $364,25
Café: -0,47% / $149,40
Açúcar: 1,24% / $21,32