Bom último pregão da semana, leitores das análises diárias do mercado de câmbio. O dólar à vista fechou ontem cotado a R$ 5,629 para venda, acompanhando a baixa dos yields dos Treasuries, conforme informado pelos operadores da mesa de câmbio da corretora Getmoney. O dólar chegou a operar abaixo de R$ 5,60 durante o dia de ontem.
O mercado adorou a tarifa de 10% imposta pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre os produtos importados do Brasil. Realmente tudo poderia ser bem pior, a China, por exemplo, ficou tarifada em 34% -- além dos 20% que já tinham sido imposto antes. O gigante asiático anunciou que restringirá os investimentos nos EUA.
As tarifas recíprocas trazem um temor de recessão global. A guerra comercial se intensifica, na medida em que os países se preparam para responder a esse movimento de taxação. Hoje, o payroll pode impactar na taxa de câmbio.
Por aqui, o diferencial de juros tem falado mais alto. Se o Fed precisar cortar mais os juros nos EUA para evitar uma recessão, o carry trade (diferencial de juros) ficará ainda maior e isso beneficia nossa moeda. A luta do Fed agora é para evitar a estagflação, cenário no qual os preços e o desemprego aumentam juntos. O futuro da economia norte-americana ainda é incerto, levará um tempo para analisarmos o impacto disso tudo na inflação, no emprego e no consumo.
No calendário econômico para hoje vamos acompanhar na zona do euro, antes do mercado abrir, o PMI de construção de março e discurso de Luís de Guindos, do BCE. Aqui no Brasil sairá o IGP-DI (8:00 hrs) e a Balança ComerciaL de março (15:00 hrs). Nos EUA teremos o payroll e taxa de desemprego de março (9:30 hrs). Às 12:25 hrs acompanharemos os discursos de Jerome Powell e de Barr, vice-presidente de supervisão do Fed. Haverá também discurso de Waller, membro do Fed (13:45 hrs).
Bons negócios a todos, muito lucro, excelente final de semana e Shabat Shalom aos amigos de fé judaica.