Em um cenário de volatilidade crescente e busca por alocações estratégicas no mercado acionário brasileiro, encontrar ações que combinam robustez financeira com potencial de valorização significativo é um diferencial. Somando-se a isso a possibilidade de investir em empresas gigantes, com capitalização de mercado alta e credibilidade nos negócios, aumenta ainda mais a segurança.
Usando o filtro de ações avançado do InvestingPro, encontramos três blue chips brasileiras que estão com nota geral de saúde financeira alta (acima de 3) e potencial de valorização do preço-justo positivo (acima de 20%). A pesquisa também determinou empresas acima de R$ 55 bilhões de valor de mercado.
As companhias resultantes apresentam métricas de saúde financeira superiores à média do mercado (que é de 2,75), além de estruturas de capital predominantemente conservadoras. Os fundamentos sólidos das ações selecionadas mostram uma oportunidade para investidores que buscam exposição a empresas dominantes em seus respectivos setores, com vantagens competitivas sustentáveis e potencial de geração de valor no médio e longo prazo.
BB Seguridade
Valor de Mercado: R$ 82 bilhões
Potencial de Valorização: + 21,1%
Saúde Financeira: 3,36
Subsidiária do Banco do Brasil (BVMF:BBAS3), a BB Seguridade (BVMF:BBSE3) foi fundada em 2012 para atuar como uma holding de seguros, previdência e capitalização. A empresa opera por meio de suas subsidiárias e coligadas, oferecendo uma vasta gama de produtos e serviços financeiros, apresentando-se como uma das principais players no mercado de seguros brasileiro e aproveitando a robusta rede de distribuição do BB para alcançar uma vasta base de clientes em todo o país.
A BBSE3 se destaca principalmente por sua excepcional rentabilidade, ausência de dívidas e generosa distribuição de dividendos, o que justifica ser uma excelente opção para investidores -- principalmente pensando a longo prazo. No aspecto de rentabilidade, a empresa apresenta números impressionantes: a margem líquida demonstra uma eficiência operacional muito alta, o que se traduz em um ROE de 89,2%. Estes indicadores revelam a capacidade da empresa de gerar lucros consistentes a partir de suas operações no setor de seguros e previdência.
Destaques:
- Menor P/L (9,0x): Apresenta a melhor relação preço/lucro entre as três, sugerindo que suas ações estão mais baratas em relação aos lucros gerados.
- Excelente Margem Líquida (85,5%): Destaca-se com a maior margem de lucro entre elas, demonstrando alta eficiência operacional.
- ROE Excepcional (89,2%): Possui o melhor retorno sobre patrimônio líquido, evidenciando eficiência na geração de lucros a partir do capital investido.
- Ausência de Dívidas: É a única empresa sem alavancagem financeira, o que reduz significativamente seu risco financeiro.
- Melhor Dividend Yield (9,17%): Oferece o maior rendimento em dividendos atual, atraente para investidores focados em renda.
- Melhor DY Médio em 5 anos (10,77%): Demonstra consistência na distribuição de dividendos ao longo do tempo.
Riscos:
- P/VPA elevado (8,1x): Indica que a empresa negocia com um prêmio significativo em relação ao seu valor patrimonial.
- Upside do preço-justo mais baixo (21%): Tem menor potencial de valorização comparado às outras duas empresas.
- Piotroski Score baixo (5): Pode indicar algumas fragilidades na qualidade dos fundamentos financeiros.
Ambev
Valor de Mercado: R$ 218 bilhões
Potencial de Valorização: +33,7%
Saúde Financeira: 3,16
Fundada em 1999 através da fusão das cervejarias Brahma e Antarctica, a Ambev (BVMF:ABEV3) se estabeleceu como uma das maiores fabricantes de bebidas do mundo. Com sede em São Paulo, a companhia explodiu em crescimento e sua presença se estende por todo o continente americano, com fábricas em 14 países das Américas. É considerada a maior cervejaria da América Latina e a quinta maior empresa de alimentos e bebidas do mundo.
A ABEV3 se destaca pelo equilíbrio entre potencial de valorização, qualidade dos fundamentos e baixo endividamento, sendo assim outra boa oportunidade de investimento. A solidez financeira da empresa é um de seus principais pontos fortes, com o melhor Piotroski Score (7) entre as analisadas, indicando qualidade superior nos fundamentos financeiros. Jà a estrutura de capital é bastante conservadora, com baixo endividamento e uma posição de caixa líquido, demonstrando que a empresa possui mais recursos em caixa do que dívidas.
Destaques:
- Maior Upside (33,7%): Apresenta o maior potencial de valorização entre as empresas encontradas.
- Melhor Piotroski Score (7): Demonstra qualidade superior nos fundamentos financeiros.
- Baixo endividamento: Apresenta uma estrutura de capital conservadora.
- Caixa Líquido: Possui mais caixa do que dívidas, indicando solidez financeira.
- Boa liquidez: Mantém capacidade adequada de honrar compromissos de curto prazo.
- Segunda melhor Margem Líquida (16,1%): Demonstra boa eficiência operacional.
Riscos:
- P/L moderado (14,8x): Relação preço/lucro na média do mercado.
- EV/EBITDA moderado (7,0x): Avaliação de mercado na média em relação à geração de caixa.
- Dividend Yield moderado (5,55%): Rendimento de dividendos próximo da média.
Vivo
Valor de Mercado: R$ 85 bilhões
Potencial de Valorização: +28,2%
Saúde Financeira: 3,00
A Telefônica Brasil (BVMF:VIVT3), operando sob a marca Vivo, foi constituída em 1998 e consolidou-se como uma das maiores empresas de telecomunicações do país após a fusão em 2011. Atua nos segmentos de telefonia móvel e fixa, internet banda larga, TV por assinatura e serviços digitais, atendendo clientes residenciais, corporativos e públicos. Sua operação é baseada em um modelo de negócios diversificado, com foco na expansão da infraestrutura de fibra óptica e na digitalização dos serviços para fortalecer a recorrência de receitas e a experiência do cliente.
A Vivo apresenta boa avaliação de mercado e dividendos atrativos, mas seu crescimento limitado e menor eficiência operacional podem ser desafios. A empresa possui o menor P/VPA entre as três, indicando que suas ações negociam próximas ao valor patrimonial da empresa. Isto pode sugerir uma possível subavaliação, especialmente considerando que também apresenta o melhor EV/EBITDA, demonstrando uma relação favorável entre o valor da empresa e sua geração de caixa operacional.
Destaques:
- Menor P/VPA (1,2x): Negocia próximo ao seu valor patrimonial, sugerindo possível subavaliação.
- Melhor EV/EBITDA (5,6x): Apresenta a melhor relação entre valor da empresa e geração de caixa operacional.
- Bom Dividend Yield (7,56%): Possui bom rendimento em dividendos atual.
- Bom DY Médio em 5 anos (6,93%): Demonstra consistência na distribuição de dividendos.
- Piotroski Score adequado (6): Indica fundamentos financeiros razoáveis.
Riscos:
- P/L elevado (15,0x): Relação preço/lucro menos atrativa.
- ROE baixo (7,97%): Menor eficiência na geração de retorno sobre o patrimônio.
- Menor crescimento do lucro bruto: Demonstra limitada capacidade de expansão dos resultados.
- Liquidez baixa: Pode indicar dificuldades em honrar compromissos de curto prazo.
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OBS: Dados coletados em 3 de abril de 2025
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